Em 1874, Machado de Assis muda-se para esta esquina da Rua da Lapa, no terreno onde hoje fica o número 242. É o mesmo ano em que conclui o romance A Mão e a Luva. Fica na casa até dezembro do ano seguinte, quando parte para as Laranjeiras.
A fachada que você vê hoje, porém, não é a mesma que ele conheceu. Os detalhes que a decoram e a data gravada no frontão, 1909, vêm de uma reforma posterior à vida do escritor, morto em 1908, um ano antes. O endereço é o mesmo. O rosto da casa, não.
Uma placa afixada na fachada torna isso oficial. Nela se lê: "Neste local, de 1874 a 1875, morou Joaquim Maria Machado de Assis, um dos escritores mais importantes da literatura nacional." É um bem tombado municipal, parte do Circuito de Literatura, parceria entre a Prefeitura do Rio e a Academia Brasileira de Letras que marca os endereços onde viveram seus membros. Machado foi o primeiro presidente da Academia. Esta casa faz parte desse roteiro.
Hoje, quem dá continuidade a essa história é o ATO. Conheça o processo criativo por trás do espaço.
Visão e Processo CriativoNos pouco mais de um ano em que morou nesta casa, Machado de Assis viveu um momento decisivo da própria obra. Em 1874, ano da mudança, conclui o romance A Mão e a Luva. Em 1875, seu último ano na Lapa, publica Americanas, livro de poemas de tema indianista.
Não são páginas necessariamente escritas entre estas paredes, mas nasceram do mesmo período da vida do escritor que esta casa guarda.
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